O Ciclo Natural propõe a transformação na visão e audição
de mundo para a consolidação de hábitos e valores
fundamentais em um planeta mais sustentável.

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Formado em 2001, o grupo pesquisa e constrói instrumentos musicais feitos com materiais de descarte e em diversas atividades pedagógicas e artísticas apresenta seu acervo de instrumentos.

Com um trabalho autêntico e inovador promove a conscientização ecológica em dinâmicas de integração e troca cultural e artística. A valorização e respeito às culturas nativas, ao planeta e à biodiversidade são conteúdos apresentados de modo interessante e prático, plástico e sonoro.

Educação

A didática adotada nas atividades do Ciclo Natural é adaptada a cada faixa etária e público alvo.

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Para alunos da educação infantil, jovens e adultos a construção de instrumentos com materiais tidos com o sucata e a prática musical de conjunto despertam para a temática ambiental e auxilia nos processos de integração, respeito, criatividade e expressão, além de auxiliar a coordenação motora e a formação cultural, profissional e artística.

Para crianças da primeira idade o principal objetivo é proporcionar um contato concreto com os materiais, suas texturas e timbres. A contação de estórias musicalizadas é uma importante ferramenta para o trabalho com crianças desse segmento, pois através de fábulas diversos temas são abordados de forma lúdica e atrativa.

Para músicos e profissionais da educação saber fazer um instrumento com poucos recursos materiais é uma importante ferramenta de trabalho.

Arte

A proposta artística do Ciclo Natural é a reutilização e re-significação de objetos e a criação de música e sons com quaisquer materiais disponíveis. Temos como principal objetivo intervir artisticamente nos espaços de modo criativo e sonoro, proporcionando encontros musicais e favorecendo a contemplação e apreciação da arte e da música.

As obras plásticas são ideais para atividades em escolas, feiras e eventos com grande circulação de pessoas onde se queira criar grande impacto visual. São intervenções sonoras em espaços interativos. Com estes trabalhos, grupo possibilita a imersão dos participantes em ambientes inspirados na estética da poluição visual presente nos lixões e propõe a reflexão crítica e a apreciação artística. Para a elaboração dessas obras são utilizados materiais como sacolas plásticas, garrafas PET, tubos, madeiras pallets, objetos cotidianos e sonoros, que são re-significados e categorizados como objetos de arte.

Outra atividade realizada pelo grupo é a exposição interativa dos instrumentos de seu acervo. A monitoria e as visitas guiadas ficam a cargo dos músicos do grupo que incentivam a experimentação dos participantes e atuam como focalizadores nas práticas musicais de conjunto.

O grupo realiza apresentações onde toca os instrumentos ao vivo, integrando-os aos convencionais como flautas, tambores africanos, triângulo e outros. Compõe também trilhas sonoras para teatro, cinema e dança. Uma musicalidade que mescla ritmos tradicionais brasileiros como samba, forró, jongo e outros com momentos de improvisação, fluidez sonora e interação com o público, que participa com percussão corporal e o uso da voz.

Ecologia

Com a falta de um planejamento global que leve em conta a ecologia e com relações sustentáveis crescem problemas como falta d’água, escassez de recursos naturais não renováveis, crescimento de lixões e outros.

A necessidade de modificar a relação do ser humano com os recursos naturais é imperativa. Repensar os modos de produção, descarte e consumo dos recursos naturais é um passo fundamental para a manutenção da vida de todos os povos.

Com a transformação de materiais muitas vezes tidos como sucata em objetos sonoros e instrumentos musicais, o Ciclo Natural – Educação, Arte e Ecologia propõem a metáfora da transformação da visão e da audição de mundo necessária para a consolidação de um mundo mais sustentável.

Em todas as atividades do grupo são abordados temas como: o uso racional de recursos naturais, a hierarquia dos resíduos (também conhecida como os três “Rs” – Reduzir, reutilizar e reciclar), a possibilidade de se fazer arte a partir de materiais descartados, tidos como sucata.